

Autor Jorge Sousa
NÃO HÁ DISCERNIMENTO SEM LOUCURA
Serei sempre um louco... sem a certeza de que apesar de minhas renúncias e inquietudes, espasmos de genelialidade, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho, ou venha a ter.
Serei sempre um louco... em não desejar que me vejam como um ser humano imperfeito, que sorrir, chora, sussurra, grita, ama. sofre, acredita - ainda que tenha sido descepcionado - no amor, acredita nos bons sentimentos que a vida proporciona e que sou um mero mortal sijeito às adversidades da vida.
Serei sempre um louco... ao esperar que alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Serei sempre um louco... em não insistir brigar com o mundo, buscando forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe, vive dentro de nós, e que basta esperar o momento certo para que alguém o mereça
Serei sempre um louco... em não insistir que o maior amor é aquele a si mesmo - O AMOR PRÓPRIO - que ele é superior ao ódio, rancor, ao possessimismo.
Serei sempre um louco... em deixar minha esperança ser abalada por palavras pessimistas, em deixar de amar por que não fui amado, em desacreditar das pessoas por que fui traído, em não ter amigos por que convivi com falsos, em não gostar de rosas porque uma me espetou.
Serei sempre um louco... em desisitir de sonhar porque algum sonho não deu certo, perder a fé em todas as orações porque em uma não fui atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou, não elogiar por que não fui reconhecido, não cumprimentar por que não me enxergam, não sorrir por que me ignoram.
Serei sempre um louco... em condenar todas as amizades porque uma me traiu, descrer de todo amor porque amei mais do que fui amado, desistir de lutar por que não acreditam em mim, perder a coragem de viver por que meu corpo deu sinal de fraqueza, acreditar mais nos homens do que em Deus.
Serei sempre um louco... em não ter a certeza do que quero, desejar-me sempre o melhor, esperar que digam-me o que fazer, desistir de acreditar que o amor existe, perder as esperanças, deixar de ter fé e sonhar, julgar todos iguais.